UMA SEMENTE DE FÉ NA AMAZÔNIA

No período áureo da borracha no Amazonas, especificamente em 1902, o Reverendo Lourenço Barros, movido pelo Espírito Santo e com o desejo de anunciar o amor de Cristo a milhares de vidas, se dispôs a vir ao Amazonas. Essa decisão surgiu como uma pequena semente de fé em meio à floresta. Era o início do trabalho evangelístico na imensidão do nosso Estado.

Dois anos depois, o Presbitério do Norte autorizou o irmão Lourenço a pastorear uma pequena igreja em Manaus, capital da borracha. Essa parceria formada com o missionário William M. Thompson permitiu a organização da Igreja Presbiteriana de Manaus (IPMANAUS), em 18 de novembro de 1904. De lá para cá, o trabalho missionário cresceu, a semente germinou e milhares de vidas foram e continuam sendo alcançadas pelo Evangelho da Graça. Ao longo dessa história, pastores, comprometidos com a Palavra de Deus, foram verdadeiros semeadores na Amazônia e conduziram o trabalho. São eles: Pr. Bezerra Lima; Pr. Alcides Nogueira; Pr. Josafá Siqueira; Pr. José Bezerra Duarte; Pr. Nehemias C. Branco; Pr. José Mattos Filho; e Pr. Élio N. Castelo Branco.

CORAÇÕES MISSIONÁRIOS

CENTRAL

Foi na época áurea da borracha que a semente do Evangelho brotou no Amazonas. Os migrantes nordestinos, atraídos pela promessa de vida e lucro, trouxeram consigo a fé protestante. Nesse período, no ano de 1900, um terreno foi doado para a edificação da primeira casa de oração. Após a sua construção, em 1901, o local tornou-se a Igreja Evangélica de Manaós. Com a chegada do Missionário Lourenço Barros, em 1902, a Igreja transformou-se em Congregação Presbiteriana, e, em 1904, foi institucionalizada a Igreja Presbiteriana de Manaus. Durante o ministério do pastor Élio Nogueira Castelo Branco (1961-1966), foi erguido um novo templo.

PRIMEIRAS CONGREGAÇÕES

O fruto do trabalho começou a surgir na década de 60, quando a Igreja contava com apenas uma congregação no bairro Educandos. O intenso evangelismo culminou na fundação dos trabalhos nos bairros: São Jorge, Crespo e Petrópolis.

LOCAL DE RETIROS

Inicialmente, os retiros aconteciam no sítio Betel, até a década de 90, quando, durante a gestão do pastor Caio Fábio D’Araújo, a IPMANAUS adquiriu um terreno para realizar os retiros e acampamentos da Igreja. Desde então, esse espaço, denominado Monte Sião, recebe, anualmente, centenas de membros da IPMANAUS para programações espirituais de comunhão e lazer.

PEDRAS VIVAS

Nos anos 2000, a igreja vivenciou um avivamento exponencial. Uma única sede já não era mais suficiente para concentrar toda a membresia da IPMANAUS. Surgiu, então, a necessidade de expansão. Em 2002, diante daquele crescimento, o Conselho da Igreja procurou um terreno para construir um novo espaço. A igreja se mobilizou, fez uma grande campanha e, em 24 de agosto de 2008, um culto em ação de graças pelos 150 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil foi celebrado no Pedras Vivas, segunda sede da IPMANAUS. Cinco anos depois, o espaço tornou-se o palco oficial do Musical Paixão pela Vida.

O RECOMEÇO

Edificação de bases sólidas de fé e estruturais: a IPMANAUS sempre trabalhou com esse propósito, independente do desafio enfrentado. Foi assim quando o teto do Pedras Vivas colapsou em 2021. Em unidade e fé em Deus, a igreja se mobilizou, derrubou o gigante da incredulidade e edificou bases sólidas que garantiram a reconstrução e ampliação do Pedras Vivas. O resultado? Crescimento e expansão da igreja.

Com o espírito aguerrido e o propósito de seguir avançando, a Igreja cresceu, o Senhor abençoou e continua abençoando, permitindo novos frutos.